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Filosofia de pia: A diferença entre tensão e tesão.

22/06/2015 - 0 Comentários - Filosofia de pia |

Ultimamente, considerei mudar essa coluna de "filosofia de pia" para "filosofia de sova". Embora lavar a louça continue sendo um ótimo momento para divagar, me impressiono com o quanto posso estar atenta a uma massa de pão e paralelamente me deixar levar por assuntos que de outra forma eu não me daria o tempo de desenvolver. 

Por exemplo: num dia em que levantei bem cedo e fiquei fora até o fim da tarde, eu precisava fazer pães que foram encomendados para a manhã seguinte. Por conta do cansaço estava com um certo bode, já que o compromisso a cumprir exigia energia física (preparo e sovo tudo manualmente).
Coloquei uma música e fui dizendo cá com meus botões que tinha que parar de pensar no cansaço e preparar os pães sem pressa, com dedicação, como todos os outros. Que os queria macios, bem crescidos, com domo alto. "Preciso sovar direitinho, pra massa ficar tesa e crescer bem".
Foi aí que me distraí, deixando o trabalho todo a encargo dos braços.


Todas as imagens e o texto neste post são de autoria de Gabriel Marzinotto.

É Junho, então é época de aproveitar as festas juninas por aí. Aqui em São Paulo dá pra achar festas das mais distintas tradições, pratos típicos variados. Mas se tem uma constante em toda festa junina que se preze é a fogazza. Não? Bem, então é a constante na festa junina aqui do lado da minha casa. O que está ótimo pra mim.


 

Assim como meço o tempo miúdo (minutos, horas) em músicas, por conta do hábito de sempre ter uma trilha tocando em casa, o tempo médio (meses, estações), meço pelas comidas, clima do tempo, eventos.
Não importa se o mundo estiver caindo na minha cabeça, pra mim quando os dias ficam frios, o vento forte, e o sol mais amarelo, estão chegando as férias de julho. Nariz gelado, aipim, abóbora, pinhão, maçã, mexerica, limão todo o tipo de cítricos me lembram esse espírito. E olha que faz tempo que terminei a graduação, mas a sensação permanece.

No momento, a gente não vence consumir todo o limão que dá na árvore do quintal da minha mãe, mesmo distribuindo a fruta para os amigos. (Afinal, aqui quase todo mundo tem um pé de limão no quintal, ou alguém na família da pessoa tem). Há uns dois invernos, acho, colhendo um monte de limão caipira, resolvi fazer uma geléia que levava o sumo, a casca, açúcar, e só. Sem receita, sem anotar nada. Ficou ó-te-ma.

Resolvi filmar o vídeo dessa receita pra mostrar o jeito de preparar as cascas, como reconhecer o ponto da geléia etc, ficou lindo. Pena de deu errado! O sabor saiu forte demais.
Também! Quando preparei da primeira vez, mil anos atrás, não anotei nada. Preparando de cabeça agora, certamente fiz algo diferente, e eis que o resultado (lógico) ficou diferente. Nessas horas é que penso que realmente faz sentido andar sempre com um caderno debaixo do braço.
Aí  não teve outro jeito: aproveitei a abundância de limões e passei uma semana inteira testando preparar a geléia de várias maneiras, até chegar num resultado gostoso - o que não consegui mais obter somente com o sumo, a casca e o açúcar.

Agora sim, com uma versão testada, aprovada e anotada, passo pra vocês a receita da geléia de limão caipira!


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Detalhes tão pequenos - como fazer para manter a tábua de corte parada no lugar.

15/05/2015 - 1 Comentários - Detalhes tão pequenos |

Lembra da música, batuque na cozinha a sinhá não quer?
Pois eu, que não sou boba, nem sou sinhá, não tenha nada contra batuque na cozinha. Muito pelo contrário, aliás. Cozinho com batuques e mais uma porção de músicas diferentes tocando. 
Agora, quando vou cortar um monte de ingredientes de uma vez e a tábua fica sambando, isso sim acho irritante.


Existe um certo tipo de alegria específico que vem dos dias que se pode passar inteiros vestida em calças de moletom. Porque:
a) a temperatura baixou um pouco, e isso sempre é bem vindo ao fim do verão; e
b) o ócio ganha espaço em meio a dias de muito planejamento e muita execução. 

De verdade, que coisa boa amanhecer sem despertador, ler na cama aquele livro que andava empacado, preparar uma receita fácil ligando o forno pra aquecer a cozinha um pouco. Sem pensar muito no que fazer a seguir.
Com uma só tigela preparo estes cookies macios com o crocante da castanha, são ótimos para beliscar, tomar café, fazer um lanche.

 


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