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Todas as imagens e o texto neste post são de autoria de Gabriel Marzinotto.

É engraçado que este post é um que vem sendo planejado desde que a Flora me convidou pra fazer essa coluna. Quando falei que pretendia não fazer algo exclusivo para comidas de barraquinhas de rua eu estava pensando no lámen do Aska e sei que ela também sempre achou válido. Só demorei  pra escrever porque fica no limite mesmo das definições auto impostas desse espaço. Afinal, é dentro de um restaurante, tem fila na porta – que fica fechada, aliás. Parece algo que não encaixa no conceito daqui. Mas quem conhece o Aska acho que entende um pouco a escolha.

Porque lámen não é uma comida de rua, mas é uma comida rápida, pra ser devorada em um balcão – ou em uma mesa comum, dividida entre estranhos – e dar aquela forrada no estômago sem enrolação.  Por isso ele está aqui. E porque o Aska é um lugar que funciona nessas normas rígidas da comida rápida: se enrolar te apressam até você sair fora.


 

Faz alguns meses, diminuí o consumo de laticínios e ovos em casa. Por nenhum motivo muito específico, é só que não ando lá com muita vontade de comê-los, e além disso são produtos extremamente perecíveis. Não é algo que dá pra comprar e deixar na geladeira por trezentos anos para consumir de ver em nunca (os ovos até que dá, mas enfim).
Um pouco por esses motivos, um pouco pelo desafio de fazer comida gostosa sem esses ingredientes - que estão em praticamente qualquer receita - meio que deixei de comprá-los. O engraçado é que demora pra pensarmos em cozinhar de fato sem laticínios e ovos. O que acontece mesmo é usarmos as mesmas receitas adaptadas com substitutos.
Aí fiquei experimentando, procurando modos de preparar leites vegetais, e hoje estou dividindo o que se tornou minha receita básica para fazê-lo com oleaginosas.


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Filosofia de pia - vamos aos fatos.

27/02/2015 - 1 Comentários - Filosofia de pia |

Gente bonita, comentei com vocês que em 2015 quero cozinhar e escrever mais, estar bem presente aqui no blog. Lembram?

Bom, em fevereiro me organizei para parar de trabalhar em filmagens e vim para Santa Catarina me dedicar à cozinha. As idéias são muitas, e vou concretizar algumas de cada vez.
Pra começo de conversa, estou preparando os quitutes servidos no Instituto Orbitato nos dias em que há cursos e encontros. Ali, estuda-se moda, arquitetura e design, com a mão na massa e em aplicações muito práticas. Dêem uma olhada no site.

E na galeria-loja Orbitato você pode comprar produtos caseiros meus. Por ora, o ninho  de abelha, em breve também o pão 100% integral fofinho, e o famoso chutney de manga. O instituto e a galeria ficam no mesmo endereço, no centro de Pomerode - SC.
Outra coisa boa: mesmo quem não puder vir pessoalmente dar um oi e conhecer meus produtos caseiros, vai poder me ver nos vídeos, que vão sair em breve. Que tal? 

A galeria fica aberta de segunda a sábado, das 09 às 18h, e em alguns domingos especiais também.
Tem roupas, acessórios, quadros, pinturas, objetos para a casa & quitutes É o que tem pra hoje ;)
Dica: a cidade, que já é um xuxu, fica mais lindinha ainda durante a época de páscoa.
Fica na rua XV de novembro, 426. Pomerode - SC.

Espero vocês! 


Quando ainda estava na faculdade, se eu sabia que ia ter um período de trabalho intenso, comprava uma meia dúzia de pacotes de miojo e deixava no armário para "casos de emergência" (leia-se "casos de chegar da rua com fome e cansada, querendo apenas tomar banho e capotar").
Mas né? Miojo não é o tipo da coisa que costuma frequentar minha cozinha, devido a quantidade de tranqueiras industrializadas em sua composição. Conversando com um amigo sobre o impasse, ele deu uma idéia muito boa de substituição. Depois, pensando mais sobre o tema "miojo", cheguei a uma conclusão meio filosófica sobre o problema. Vejamos.


Todas as imagens e o texto neste post são de autoria de Gabriel Marzinotto, com colaboração de Catharina Strobel.


Na minha primeira coluna falei do Churrasco Grego e comentei que pra mim ela seria quase a comida-símbolo deste espaço. Quando penso em comida de rua, comentei, penso nos carrinhos espalhados pelo centro com aqueles belos espetos de carne.  Mas tem outra comida, mais famosa e popular, que desafia esse reinado na minha cabeça.

A coxinha.

É a rainha dos salgados de balcão, encontrada em todos os lugares - de botecos a restaurantes da alta gastronomia. E sem problemas. É possível comer uma diminuta versão gourmet cheia de nove horas em um food truck por quase 10 reais ou atravessar a rua e pedir uma coxa enorme no bar e gastar poucos reais.

Quando decidi escrever sobre a coxinha logo pensei em colar naquelas mais famosas para descobrir  qual é a melhor. A do Frangó, na Zona Norte? Ou as do Veloso na Vila Mariana? Alguns defendem a versão da padaria Barcelona no coração do Higienópolis. Mas no fim achei que ia ser meio lugar comum e meio... bobo. Já existem mil matérias (eu contei) pela internet, fora os guias anuais que sempre votam na melhor versão do petisco.

Qual é a melhor coxinha? Sei lá. Já provei as famosas, são boas mesmo. Mas são pequenas, são caras, e no final acho que as melhores que já comi foram em alguma festa aqui em casa, quando comprávamos o cento da Dona Maria, japonesa aqui da Mooca. Principalmente porque eu podia comer umas dez seguidas.

Então mudei um pouco o esquema e fui em um lugar que eu adoro dar uma passada e que tem uma versão arrebatadora do prato – esta sim a melhor da cidade: a Coxa-Creme do Estadão. Pera, não é uma coxinha! Não, mas meio que é. E é gigante, barata e subestimada.


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