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Aquela velha e boa receita de quiche feita com farinha de trigo integral e azeite de oliva é um coringa para os almoços aqui em casa, que sempre resulta em barriga feliz.
A gente fica fadado ao sucesso: é rápida de preparar, tem casquinha crocante e recheio cremoso, é prática para servir (pode ser feita com antecedência, congelada, reaquecida), e junto com uma salada farta alimenta muito bem.

Daí, olhando os ingredientes à mão, resolvi dar uma abrasileirada no recheio trocando o clássico creme de queijo e ovos por (tcham tcham tcham) abóbora com coco. Rapaz, que coisa mais boa!

Quando fui convidada para participar da campanha #FoodLovers da Filippo Berio, a Kara me perguntou por receitas que contassem um pouco ao mundo como que a gente incorpora o azeite de oliva em receitas e ingredientes que são muito nossos. Penso que junta-lo a cebola, abóbora e coco é um jeito ;)

Vem cá, que em uma hora a gente deixa pronto o almoço de amanhã!


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Filosofia de Pia – Poesia e Simple Bold

07/09/2016 - 2 Comentários - Filosofia de pia |

Teve uma vez em que fui a Curitiba por uns dias, e tinha tempo pra passear durante o horário de trabalho da amiga que me hospedou. Resolvi ir no MON, e lá encontrei uma exposição grandona sobre o Leminski – que até então eu não tinha lido.

Pra falar bem a verdade, sempre tive um certo bode de poesia. Pra mim, poesia tava associada a parnasianismos e maneirismos que simplesmente não assimilo. Não chego na compreensão do que esses caras muito abstratos querem dizer. Gostava só de uma ou outra do Pessoa, e daquela do Bandeira sobre o porquinho da índia.
Além do mais, achava que poesia era um negócio esnobe, pretencioso. Daí dou de cara com o Leminski! Fiquei até o museu fechar, pirando no universo dele.


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Detalhes tão pequenos – Como abrir um coco com classe.

15/08/2016 - 0 Comentários - Detalhes tão pequenos | Coco, Leite de coco, Leite vegetal, Vegano

Se você opta por usar coco embalado/desidratado nas suas receitas em vez da fruta fresca porque acha que abri-la em casa dá trabalho demais, aproveite o post de hoje! Vou te explicar como é simples e rápido de fazer, e ainda por cima com a maior classe ;)

Coco verde é menos comum de encontrar, e concordo que dá muita mão de obra. Essa versão deixo para aproveitar quando estou na beira da praia.
Mas o coco maduro a gente encontra em qualquer mercado, feira, sacolão e afins por preços ótimos, com a polpa macia, doce, e gordinha. E sem as desvantagens de compra-lo como produto processado: sem aditivos químicos, embalagens, sem adoçar ou desengordurar.

Vamos aos fatos.


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Mas o quê? Raízes no café da manhã?!

01/07/2016 - 1 Comentários - Receitas | Abóbora, Batata, Batata doce, Inhame

Se lhe parece esquisito comer inhame, aipim, batata doce ou batata no lugar do pão, vamos pensar juntos um minuto:
- Diferente do pão, raízes (ou até mesmo um pedaço de abóbora) não tem como dar trabalho no preparo. Ou a gente põe em uma panela com água fria e leva a cozinhar até que esteja macio, ou leva ao forno médio em forma coberta com papel manteiga e deixa assar até ficar macio. Em no máximo 1 hora fica pronto o carboidrato pro café da manhã. (É claro que costumo fazer isso com antecedência, e em geral deixo pronta uma quantidade suficiente para a semana).
- Não tem glúten, nem lactose, nem soja, nem produtos animais, nem aditivos químicos...
- Não é refinado nem processado.
- É muito gostoso.

Quero mais o quê?


Existir não é um negócio simples, embora haja momentos absolutamente deliciosos nessa vida.
Dizem por aí que na adolescência a gente passa por questionamentos, dúvidas e tudo o mais. Mas, seriamente, há quem possa dizer que passou dos 20 e agora sabe o que fazer com tudo isso que a gente é?
Eu continuo sem saber, de verdade.

Quando eu morava em Sampa e esse sentimento ficava muito grande, no primeiro dia que tivesse folga ia para a Liberdade. É um lugar que sempre me fascinou, desde os primeiros meses na cidade. Percorrendo 4 estações de metrô, eu chegava a outro mundo. Bonito, intrigante, incompreensível. Ia passear, me perder nas ruazinhas, e por algumas horas absorvia o lugar só com os sentidos, sem pensar, sem tentar entender. Me reconfortava essa sensação de ser estrangeira.
E tem uma comida que pra mim resume e traz à tona todo esse clima: lámen.


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