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Quando ainda estava na faculdade, se eu sabia que ia ter um período de trabalho intenso, comprava uma meia dúzia de pacotes de miojo e deixava no armário para "casos de emergência" (leia-se "casos de chegar da rua com fome e cansada, querendo apenas tomar banho e capotar").
Mas né? Miojo não é o tipo da coisa que costuma frequentar minha cozinha, devido a quantidade de tranqueiras industrializadas em sua composição. Conversando com um amigo sobre o impasse, ele deu uma idéia muito boa de substituição. Depois, pensando mais sobre o tema "miojo", cheguei a uma conclusão meio filosófica sobre o problema. Vejamos.


Todas as imagens e o texto neste post são de autoria de Gabriel Marzinotto, com colaboração de Catharina Strobel.


Na minha primeira coluna falei do Churrasco Grego e comentei que pra mim ela seria quase a comida-símbolo deste espaço. Quando penso em comida de rua, comentei, penso nos carrinhos espalhados pelo centro com aqueles belos espetos de carne.  Mas tem outra comida, mais famosa e popular, que desafia esse reinado na minha cabeça.

A coxinha.

É a rainha dos salgados de balcão, encontrada em todos os lugares - de botecos a restaurantes da alta gastronomia. E sem problemas. É possível comer uma diminuta versão gourmet cheia de nove horas em um food truck por quase 10 reais ou atravessar a rua e pedir uma coxa enorme no bar e gastar poucos reais.

Quando decidi escrever sobre a coxinha logo pensei em colar naquelas mais famosas para descobrir  qual é a melhor. A do Frangó, na Zona Norte? Ou as do Veloso na Vila Mariana? Alguns defendem a versão da padaria Barcelona no coração do Higienópolis. Mas no fim achei que ia ser meio lugar comum e meio... bobo. Já existem mil matérias (eu contei) pela internet, fora os guias anuais que sempre votam na melhor versão do petisco.

Qual é a melhor coxinha? Sei lá. Já provei as famosas, são boas mesmo. Mas são pequenas, são caras, e no final acho que as melhores que já comi foram em alguma festa aqui em casa, quando comprávamos o cento da Dona Maria, japonesa aqui da Mooca. Principalmente porque eu podia comer umas dez seguidas.

Então mudei um pouco o esquema e fui em um lugar que eu adoro dar uma passada e que tem uma versão arrebatadora do prato – esta sim a melhor da cidade: a Coxa-Creme do Estadão. Pera, não é uma coxinha! Não, mas meio que é. E é gigante, barata e subestimada.


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Nutrição: ano novo, Guia Alimentar novo.

30/01/2015 - 0 Comentários - Nutrição |

O texto neste post é de autoria de Josiane Giaretta, com uma colaboração da Flora lá no parágrafo sobre os capítulos 04 e 05.

 

Nada melhor do que começar o ano com material inédito. Bom, talvez nem tão inédito assim, pois foi no finalzinho de 2014 que o Novo Guia Alimentar Para a População Brasileira foi publicado pelo Ministério da Saúde. Essa publicação substitui as diretrizes propostas em 2006 e atende a uma recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) que aconselha a atualização periódica dos manuais sobre alimentação e nutrição. E adivinhem? Vem mais comida de verdade por aí!

O Novo Guia superou minhas expectativas e ganhou meu coração com a lista de referências bibliográficas. A intenção desse texto não é fazer uma “análise” sobre o conteúdo. A ideia é de usar os temas abordados como gancho para levantar assuntos interessantes sobre nutrição e aproximá-los do nosso cotidiano.

Algumas figuras públicas que trabalham com nutrição e alimentação já comentaram sobre o guia. Um dos mais legais, simples e didáticos é o texto/vídeo da Francine Lima, autora do incrível canal Do Campo à Mesa. Num pequeno texto de fácil assimilação ela apresenta a ideia-núcleo que norteou as novas diretrizes. Como ela mesma diz, “A mensagem central do guia é tão simples, tão democrática, tão calcada em nossa cultura não científica, que deverá assustar e até incomodar aqueles que se veem amarrados ao nutricionismo, aquela visão reducionista da nutrição em que a presença de nutrientes “do bem” e a ausência de nutrientes “do mal” determinam as leis da sobrevivência. O guia se nega a perpetuar essa conversa confusa e coloca em primeiro plano aquilo que provavelmente explica o tal do paradoxo francês: é mais saudável quem tem uma relação mais social e ao mesmo tempo íntima com a comida”.

O Dr. Souto, médico gaúcho e autor do blog científico sobre dietas ancestrais, também deu sua opinião sobre a nova publicação, assim como Bela Gil e as nutricionistas do Fechando o Ziper.

De cara já gostei do novo guia por conta das fotografias. Diferentemente da publicação de 2006, nessa encontramos inúmeras fotografias, seja de hortas, crianças, pessoas à mesa, ingredientes e preparações. A escolha dos alimentos para compor as sugestões de refeições regionais foi baseada na Pesquisa de Orçamento Familiar (POF), realizada pelo IBGE entre 2008 e 2009. De acordo com essa pesquisa, alimentos in natura ou minimamente processados equivalem a 70% da alimentação dos brasileiros. O que é uma coisa boa. Outro ponto interessante é a linguagem simples utilizada durante o texto. Qualquer pessoa é capaz de ler e entender.


Quando a gente sai pra comer em um buffet ou restaurante por quilo, sempre tem muito mais opções do que caberia civilizadamente em um prato. É claro, um truque meio safado desses restaurantes é apelar para o comilão que existe dentro de cada um e nos deixar com vontade de experimentar tudo (ahem... comigo não é difícil).
Às vezes, uma das opções que me deixa com água na boca é justamente aquela torta Madalena. Sabe? É meio torta, meio empadão: leva uma camada de carne moída temperada com verduras no fundo da assadeira, coberta com uma camada de purê de batata fofinho.
Me parece um belíssimo almoço! Só pôr uma salada crua do lado, e sucesso.
Só que não gosto de carne e não como carne, então nunca dá pé experimentar o prato. A mesma coisa me acontece no caso do escondidinho, que é praticamente a mesma coisa, apenas substituindo o purê de batata por purê de mandioca, e a carne moída por carne seca desfiada.
Ô vida.
Aí, um belo dia preparei minha própria versão com as verduras que tinha em casa.
Os onívoros na platéia talvez continuem preferindo a versão com carne sempre, mas pra vocês aí que querem dar uma variada, ou que também não comem carne, recomendo muito experimentar a receita.


Um jeito bom de aprender coisas novas é observando a maneira como outras pessoas fazem as coisas do dia-a-dia na casa delas.
Esse aqui é um truque simples de tudo, que até agora vi apenas em uma casa, e que impede qualquer ser humano de enrolar para recolher o lixo.


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