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Afinal, o que é mesmo caponata? (E um convite).

18/07/2014 - 0 Comentários - Receitas | Beringela, Cenoura

"Ah, caponata é aquela coisa com berinjela, não é?".
Isso era o maior grau de precisão com que eu conseguia definir o prato.
Aí, um tempo atrás vi no TheKitchn uma receita que gostei muito, e preparei algumas vezes.
Mas continuei com a pulga atrás da orelha.
Procurando pra cá e pra lá, praticamente todas as explicações que achei diziam que caponata é um prato siciliano, uma salada de berinjela, alcaparra, salsão e vinagre, cozidos com azeite de oliva.
Do jeito que eu vejo, a caponata é mais versátil que uma salada: é tipo uma compota salgada. Uma conserva que pode ser comida sim como salada quente ou fria, mas também como molho de massa, recheio de sanduíche, recheio de pizza.
Fica pronta sem muito esforço, dura até um mês na geladeira, e salva muito jantar em dia cansativo.

Um parêntesis sobre o convite que menciono no título:
Os leitores do É o que tem pra hoje terão direito a 5% de desconto nos cursos de férias do Pra quem faz, uma plataforma de ensino muito bacana. Para obter o desconto é só inserir o código "é o que tem pra hoje" no campo indicado no site.
Os cursos acontecem no Rio de Janeiro, mais informações em:http://praquemfaz.com/collections/gastronomia


Primeiro, a mudança!

To empolgada de poder enfim publicar o blog no endereço .com, depois de um bocado de tempo organizando e rascunhando.

Curiosem pelas páginas com calma para ver o que há de novo: um índice para achar receitas e tags com facilidade, há tabelas de medidas e temperaturas, e tenho planos para novas colunas, além de Detalhes tão Pequenos – uma das quais vai ser escrita por um amigo convidado.

Quero publicar posts com maior frequência, também.

Por tudo isso, há muito o que agradecer:

À Celaine, que está sempre por perto pensando junto, que ilustrou e apoiou através do Instituto Orbitato, tornando possível o trabalho com os designers Marcelo Monreal, Thais Maas e Flávia Vanelli (que participou no início do projeto).

Também à Nicole Samperi, que fotografou meus retratos tão elegantes como os ensaios de moda dela, e ao Boris Ramalho que a auxiliou.

Ao Max M. Fuhlendorf, que deu consultoria em escolhas técnicas, e Two Web serviços digitais, empresa que fez a programação do site.

À família, pelas conversas e questionamentos que me ajudam a pensar e tomar decisões, e aos amigos que estão sempre próximos, fazendo o mesmo.

Amores, aqui está o resultado.

Para inaugurar a casa nova, vou dividir com vocês esta receita da minha mãe (a Celaine, que citei no parágrafo anterior).

Assim como os ninhos de abelha da minha avó, é uma receita que não sei bem de onde surgiu, mas que virou clássico de família há anos.

Como os ninhos, tive que ir adivinhando as medidas para poder anotar e repetir, já que minha mãe mede tudo a olho.

É simples de preparar, e leva poucos ingredientes. Pode tanto ser feita de véspera como no dia, e exige pouco tempo de mão na massa.

No mês de maio a receita foi publicada na revista Minha Casa, da editora abril, em homenagem ao dia das mães.

Aqui vou dividi-la com vocês mais detalhadamente.


A coisa mais comum do mundo é me ver com uma grande xícara de chá na mão ou ao lado enquanto eu estiver em casa - lendo, trabalhando no computador, cozinhando, cuidando da casa, jogando conversa fora...

Como com qualquer outra coisa que sai da minha cozinha, gosto de experimentar combinações, este é o primeiro motivo que me faz desanimar dos chás de sachê.


Eu prefiro guardar meus chás e especiarias em embalagens de vidro, porque ele não absorve odores nem sabores, o que significa que pode ser reutilizado sem interferir no alimento que eu guardar - além disso, sempre que eu julgar necessário, posso esterilizar os potes e as tampas (somente as de metal).

Diferente do plástico, o vidro não permite que se percam características de aroma e o sabor, pois impede totalmente a evaporação das substâncias contidas nos alimentos.

Acho prático, já que o conteúdo do pote fica à mostra, e acho bonito.

No mais, é uma solução de armazenagem sustentável, porque a maior parte das vezes aproveito embalagens de algum produto que comprei em vez de descarta-las (mel, geléia, doce de leite, suco etc); e mesmo que comprasse um conjunto de vidros novos todos iguais, é um material que dura muito tempo.


Bom, admito que pode parecer estranho pra muita gente, mas o fato é que eu me empolgo indo à feira. (Com outros acontecimentos também, claro. Mas hoje quero contar da feira).

Toda vez saio de casa com uma lista em mente, com o intuito de não comprar comida demais, e toda vez volto com mais do que havia planejado. É tudo fresco, tudo bonito, fica difícil resistir.

O lado ruim é que posso acabar não dando conta de tanta hortaliça, e às vezes a comida se estraga.

Agora, vejam só: com o começo do friozinho tem muita fruta gostosa voltando a aparecer nos estandes, as flores (que murcham quando o calor é forte) estão à venda de novo.

Quando tem, costumo comprar papolas e copos de leite, mas as que havia lá da última vez que fui eram flores de capuchinha e de abobrinha: belezas que vão ao prato.

Claro que eu tinha que experimentar as flores de abobrinha, com aquela cor toda viva. Só não sabia o que fazer.

A moça que vendia me garantiu que havia muita receita na internet além das clássicas flores fritas (que não acho muito atraentes).

Sugeriu um risoto. Pois bem, inventei um risoto pra chamar de meu.


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