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Detalhes tão pequenos - como fazer para manter a tábua de corte parada no lugar.

15/05/2015 - 1 Comentários - Detalhes tão pequenos |

Lembra da música, batuque na cozinha a sinhá não quer?
Pois eu, que não sou boba, nem sou sinhá, não tenha nada contra batuque na cozinha. Muito pelo contrário, aliás. Cozinho com batuques e mais uma porção de músicas diferentes tocando. 
Agora, quando vou cortar um monte de ingredientes de uma vez e a tábua fica sambando, isso sim acho irritante.


Existe um certo tipo de alegria específico que vem dos dias que se pode passar inteiros vestida em calças de moletom. Porque:
a) a temperatura baixou um pouco, e isso sempre é bem vindo ao fim do verão; e
b) o ócio ganha espaço em meio a dias de muito planejamento e muita execução. 

De verdade, que coisa boa amanhecer sem despertador, ler na cama aquele livro que andava empacado, preparar uma receita fácil ligando o forno pra aquecer a cozinha um pouco. Sem pensar muito no que fazer a seguir.
Com uma só tigela preparo estes cookies macios com o crocante da castanha, são ótimos para beliscar, tomar café, fazer um lanche.

 


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Comida de rua - Arepas colombianas.

08/05/2015 - 0 Comentários - Comida de rua | carne, Milho

Todas as imagens e o texto neste post são de autoria de Gabriel Marzinotto.


Conheci a culinária da Colômbia através de um amigo de lá que morou aqui em São Paulo. A primeira vez que comi foi em uma feirinha gastronômica que fui com ele e uns amigos, comi as pequenas empanadas deliciosas e provei o suco de limão com côco. Eu sou um cara que tem um paladar meio infantil, resisto a comidas “chatas”, mas combinações pra nós inusitadas geralmente me deixam no mínimo curioso. Não sou muito fã de côco, mas na limonada? Maravilha. E empanadas com amendoím? Fica uma delícia.

Saí de lá com uma boa impressão do que provei e curti a banquinha, Sabores de Mi Tierra. Meus amigos falaram que eles tinham um restaurante perto da Benedito Calixto e que eu deveria visitar um dia.

Passaram-se algumas semanas e fomos no restaurante, uma casa pequena na frente do Instituto Goethe. Era dia de copa – e mais, dia de jogo da Colômbia. O time de James Rodriguez e Quadrado havia ganhado, então o lugar estava lotado e em festa. Era bem apertado as mesas ficavam na garagem inclinada da casa. É meio incômodo comer em um lugar inclinado, mas o clima era legal, a galera toda com o uniforme da seleção (pra mim o mais bonito desta última copa) e ainda estava passando Italia vs Inglaterra na TV, um dos melhores jogos da primeira fase. Foi ali que provei a arepa, prato mais que típico da Colômbia (e Venezuela). Era um pão diferente recheado de costelinha de porco. E assim que dei a primeira mordida virou um favorito meu. Vale também provar os patacones, que são basicamente os mesmos recheios das arepas só que servidos em cima de uma massa crocante feita com banana da terra – parece um doritão mais gostoso.

Voltei lá esta vez em um sábado meio frio e encontrei o pico lotado. Ao invés de torcedores agora era a convenção nacional de hipsters da Vila Madalena que tomava todos os lugares. Pinheiros tem dessas coisas. Mas se é bom e o lugar continua no mesmo espírito, não tem por que reclamar. E esse é o caso.


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Detalhes tão pequenos - Como usar medidores com precisão.

17/04/2015 - 0 Comentários - Detalhes tão pequenos |

Alô, doçuras! Como estão vocês?
Eu, pra variar, ando pensando e lendo sobre comida o tempo todo, fotografando bastante e - oba! - cozinhando. Tenho preparado pães e bolos com frequência. Esses dias lembrei de mim em 2010, apaixonada por tudo o que via no Technicolor Kitchen, e sem entender porque a Patrícia media os ingredientes com tamanha precisão: 1 xícara + 2 colheres de sopa?! Pensava comigo "ah, uma xícara cheia tá bom".

Só que para poder repetir uma receita garantindo que ela saia toda vez conforme o esperado, precisamos mesmo medir os ingredientes com atenção. Ainda mais se estamos fazendo nossos próprios testes para adaptar ou criar uma receita (caso em que, além de medir com cuidado, tomo notas pra poder comparar resultados).
Por exemplo: estou preparando bolos sem glúten ultimamente, e precisei testar as proporções entre diferentes farinhas para obter uma textura gostosa (nada esdrúxulo. Basicamente, é farinha de arroz e polvilho doce. Às vezes incluo amido de milho).

Esse cuidado com as medidas é particularmente útil para massas, bolos, biscoitos. Aquilo que chamam de "baking". (Acho que em português não temos uma palavra equivalente. Temos?)
Enfim, vamos ao que interessa.


Ando meio filosófica, pensativa, lendo sobre diferentes modos de entender a vida, o quotidiano, espiritualidade. Talvez não faça lá muito sentido do jeito que falo, mas o fato é que ando prestando atenção no que é que cada situação me traz.
Assim como to interessadíssima em estudar maneiras de prestar atenção ao corpo, quero prestar atenção nas maneiras de me/nos relacionar com as pessoas ao redor e as situações que aparecem a cada 5 minutos.
"E daí?" você me pergunta. 

Daí que pedalando por Pomerode reparei nas goiabeiras carregadas, dando tanta fruta que a gente mal sabe o que fazer com tudo isso.
Lembrei que a Dede, uma amigona, me disse que deveria publicar uma receita de frapuccino - uma bebida doce, cremosa e refrescante, que ela gosta de tomar no starbucks.

A rigor, frapuccino é uma  versão de frappé. Era pra ser uma bebida batida até se tornar aerada e cheia de bolhinhas, costuma levar café e é comum adicionar açúcar, baunilha, creme.
E qual é a diferença em relação a vitaminas, café gelado, capuccino gelado? Bom, é um pouco difícil definir. Ao que parece, a diferença está justamente nas bolhinhas, no ar incorporado. Pra isso, se bate no liquidificador por mais tempo.


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