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Filosofia de pia - vamos aos fatos.

27/02/2015 - 1 Comentários - Filosofia de pia |

Gente bonita, comentei com vocês que em 2015 quero cozinhar e escrever mais, estar bem presente aqui no blog. Lembram?

Bom, em fevereiro me organizei para parar de trabalhar em filmagens e vim para Santa Catarina me dedicar à cozinha. As idéias são muitas, e vou concretizar algumas de cada vez.
Pra começo de conversa, estou preparando os quitutes servidos no Instituto Orbitato nos dias em que há cursos e encontros. Ali, estuda-se moda, arquitetura e design, com a mão na massa e em aplicações muito práticas. Dêem uma olhada no site.

E na galeria-loja Orbitato você pode comprar produtos caseiros meus. Por ora, o ninho  de abelha, em breve também o pão 100% integral fofinho, e o famoso chutney de manga. O instituto e a galeria ficam no mesmo endereço, no centro de Pomerode - SC.
Outra coisa boa: mesmo quem não puder vir pessoalmente dar um oi e conhecer meus produtos caseiros, vai poder me ver nos vídeos, que vão sair em breve. Que tal? 

A galeria fica aberta de segunda a sábado, das 09 às 18h, e em alguns domingos especiais também.
Tem roupas, acessórios, quadros, pinturas, objetos para a casa & quitutes É o que tem pra hoje ;)
Dica: a cidade, que já é um xuxu, fica mais lindinha ainda durante a época de páscoa.
Fica na rua XV de novembro, 426. Pomerode - SC.

Espero vocês! 


Quando ainda estava na faculdade, se eu sabia que ia ter um período de trabalho intenso, comprava uma meia dúzia de pacotes de miojo e deixava no armário para "casos de emergência" (leia-se "casos de chegar da rua com fome e cansada, querendo apenas tomar banho e capotar").
Mas né? Miojo não é o tipo da coisa que costuma frequentar minha cozinha, devido a quantidade de tranqueiras industrializadas em sua composição. Conversando com um amigo sobre o impasse, ele deu uma idéia muito boa de substituição. Depois, pensando mais sobre o tema "miojo", cheguei a uma conclusão meio filosófica sobre o problema. Vejamos.


Todas as imagens e o texto neste post são de autoria de Gabriel Marzinotto, com colaboração de Catharina Strobel.


Na minha primeira coluna falei do Churrasco Grego e comentei que pra mim ela seria quase a comida-símbolo deste espaço. Quando penso em comida de rua, comentei, penso nos carrinhos espalhados pelo centro com aqueles belos espetos de carne.  Mas tem outra comida, mais famosa e popular, que desafia esse reinado na minha cabeça.

A coxinha.

É a rainha dos salgados de balcão, encontrada em todos os lugares - de botecos a restaurantes da alta gastronomia. E sem problemas. É possível comer uma diminuta versão gourmet cheia de nove horas em um food truck por quase 10 reais ou atravessar a rua e pedir uma coxa enorme no bar e gastar poucos reais.

Quando decidi escrever sobre a coxinha logo pensei em colar naquelas mais famosas para descobrir  qual é a melhor. A do Frangó, na Zona Norte? Ou as do Veloso na Vila Mariana? Alguns defendem a versão da padaria Barcelona no coração do Higienópolis. Mas no fim achei que ia ser meio lugar comum e meio... bobo. Já existem mil matérias (eu contei) pela internet, fora os guias anuais que sempre votam na melhor versão do petisco.

Qual é a melhor coxinha? Sei lá. Já provei as famosas, são boas mesmo. Mas são pequenas, são caras, e no final acho que as melhores que já comi foram em alguma festa aqui em casa, quando comprávamos o cento da Dona Maria, japonesa aqui da Mooca. Principalmente porque eu podia comer umas dez seguidas.

Então mudei um pouco o esquema e fui em um lugar que eu adoro dar uma passada e que tem uma versão arrebatadora do prato – esta sim a melhor da cidade: a Coxa-Creme do Estadão. Pera, não é uma coxinha! Não, mas meio que é. E é gigante, barata e subestimada.


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