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Tenho sorte de ter amigos com quem aprendo um monte de coisas. Por exemplo, uma moça que é minha amiga há uns 300 anos, a Flávia. A gente toda a vida troca receitas, e recomendações de leituras, e impressões sobre a vida de maneira geral.
Costumo considerar que, se estou indo com o milho, lá vem ela com o fubá. No caso de hoje, temos o leite de amendoim.
Do jeito que eu preparo, leva mais ou menos um dia. Do jeito dela, são só uns minutinhos – o que vem bem a calhar quando estou com um bolo no forno e lembro que me falta o leite para a calda.


Assim como na literatura, acredito que na culinária as traduções acontecem a toda hora. Essa tentativa de dizer a mesma coisa com palavras de outra língua (ou ingredientes de outra terra), sabe?
É claro que nunca fica a mesma coisa e, se me perdoam a falta de purismo, considero algumas versões “traduzidas” ficam muito melhores que o original.

Depois de anos convivendo com o maravilhoso molho pesto nos almoços de família, tive oportunidade de prova-lo em uma cantina italiana super tradicional de São Paulo – e não achei a menor graça.


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