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O clichê a que o título de refere sou eu própria, yours truly. Como assim? Assim:

Assim, tenho passado um bom tempo em casa, cozinhando e escrevendo, e organizando o blog, e chega uma hora que dá um bode e preciso mudar de cenário. Aí está o clichê: apesar de ter muitas pautas em mente, deu uma certa falta de inspiração para escrever. Então fui a um café, e de repente não consigo parar de desenhar letras sobre o papel.
Geralmente, um parque perto da minha casa é o meu quintal. Mas com a chuvinha boa que está caindo, decidi ir conhecer este lugar onde queria ir há tempos. Me apaixonei.
Inclusive porque no trajeto à pé as idéias vão tomando forma sem que a gente nem perceba.

Quanto ao inusitado, é que outro dia me deparei com um belo maço de beterrabas que estava sem destino em casa, já que ando mais interessada nas ramas das beterrabas do que nelas próprias. Me lembrei de um vídeo todo bonitinho que uma amiga recomendou tempos atrás, onde aparecia a receita de um bolo sem farinha, de chocolate com beterraba. Ta aí uma combinação que eu não pensaria se ninguém me contasse que existe. E, olha, que delícia!


Eu lembro da primeira vez em que comi brownies.
Foi em um picnic com amigos meus, há uns 8 anos. Olha só (eu to atrás da câmera):

Uma das meninas levou brownies e, do jeito que sou comilona, devo ter comido logo uns três quadradinhos. Eram deliciosos.
Mas sei que precisei deitar de barriga pra cima por um tempo pra "desempanzinar".
Fast forward pra 2014. Já experimentei outros brownies por aí, a maioria meia boca, alguns gostosos... por algum motivo, resolvi prepara-los em casa.

Mas eu não queria ter de usar uma barra de manteiga pra meia dúzia de fatias, logo comecei a procurar receitas adaptadas para isso.
Procura daqui e procura de lá, achei várias idéias, mas nenhuma receita que fosse inteiramente do meu agrado.
Portanto, inventei minha própria versão.


Bom, admito que pode parecer estranho pra muita gente, mas o fato é que eu me empolgo indo à feira. (Com outros acontecimentos também, claro. Mas hoje quero contar da feira).

Toda vez saio de casa com uma lista em mente, com o intuito de não comprar comida demais, e toda vez volto com mais do que havia planejado. É tudo fresco, tudo bonito, fica difícil resistir.

O lado ruim é que posso acabar não dando conta de tanta hortaliça, e às vezes a comida se estraga.

Agora, vejam só: com o começo do friozinho tem muita fruta gostosa voltando a aparecer nos estandes, as flores (que murcham quando o calor é forte) estão à venda de novo.

Quando tem, costumo comprar papolas e copos de leite, mas as que havia lá da última vez que fui eram flores de capuchinha e de abobrinha: belezas que vão ao prato.

Claro que eu tinha que experimentar as flores de abobrinha, com aquela cor toda viva. Só não sabia o que fazer.

A moça que vendia me garantiu que havia muita receita na internet além das clássicas flores fritas (que não acho muito atraentes).

Sugeriu um risoto. Pois bem, inventei um risoto pra chamar de meu.


Não sei vocês, mas eu sou uma pessoa que gosta de comida. Mesmo.

Me dá um bruta mau humor ter fome e/ou vontade de comer, e não ter nada à mão para beliscar.

E com essa onda em que ando de comer direitinho e saudável, a trama se complica.

Porque às vezes até daria pra quebrar o galho em alguma padaria do caminho, mas não ando com vontade de comer pão de queijo e pão francês o tempo todo (além do mais, cada bocadinho que se compra na rua em São Paulo representa uma porcentagem significativa dos ganhos mensais de um ser humano).

Eis que em maio do ano passado, juntando informações daqui e dali, e testando um pouco, fiquei feliz com a receita/fórmula que desenvolvi para barrinhas de aveia.

Cê vê: elas ficaram do jeito que eu gosto. Crocantes, e aceitando bastante variação nos ingredientes.

A questão é a seguinte: se eu tenho fome, em geral preciso de algo salgado. E isso não é possível com a receita daquelas barrinhas de aveia.

Têm aparecido no mercado algumas opções de barrinhas salgadas. Pelo que ouvi dizer, quase todas são esquisitas ao paladar. Ainda assim, são possíveis.

Lá vai a Flora procurar pela internet receitas de barrinhas salgadas. Mas não foi fácil de achar.


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Pão de linhaça

05/06/2014 - 0 Comentários - Receitas | Aveia, Linhaça, Pão

Esse pão ficou muito muito macio e gostoso, bom pra servir em lanches ou como petisco.

Acho que daria bem certo também pra sanduíche, assando em forma.

Adaptado daqui.