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Todas as imagens e o texto neste post são de autoria de Gabriel Marzinotto.

É Junho, então é época de aproveitar as festas juninas por aí. Aqui em São Paulo dá pra achar festas das mais distintas tradições, pratos típicos variados. Mas se tem uma constante em toda festa junina que se preze é a fogazza. Não? Bem, então é a constante na festa junina aqui do lado da minha casa. O que está ótimo pra mim.


Há anos fui mordida pela vontade e pelo desafio de preparar pães sem usar o fermento instantâneo comprado em mercado, ainda no tempo em que eu preparava meus não-intencionais pães-pedra (como dizia Madi, minha avó materna, "pão que faz dentinho de ouro").
Acho que a vontade veio mesmo porque essa proposta parecia pra mim tremendamente desafiadora. Praticamente uma experiência científica (o que aliás, de fato ela é).
Até encontrar o blog Wild Yeast, nunca tinha me dado conta de que o fermento é na verdade uma cultura de micróbios que vive no ar. Esse mesmo, o ar puro e limpinho - ou nem tanto assim - que inspiramos pelas narinas em qualquer lugar do mundo.
Que descoberta sensacional! Que perspectiva nova. Mesmo.
Mas aí, experimentando, testando, tomando notas, teimando em não gastar meu dinheirinho suado em livros excelentes-porém-caros (que a bem-amada biblioteca municipal não empresta, deixa apenas ler no local), ou cursos que entrem na mesma categoria, só agora estou entendendo um pouco mais como fazer a coisa funcionar. Muitas vezes é assim com os novatos: ou precisam ser bem insistentes, ou precisam pagar para que alguém ensine. É claro, fazer pão é o tipo do conhecimento que está em todo lugar (da mesma forma que os levedos estão), mas é meio difícil de apreender. Toda avó sabe. Sempre tem uma tia que sabe, um vizinho, enfim. Mas acho que a dificuldade mora no fato de que fazer pão é algo muito intuitivo e sensorial.
Quando se pega o jeito da coisa mesmo, se faz sem medir nada, e aí dá trabalho explicar.
Você pergunta: "Deixa crescer por quanto tempo?"
E te respondem: "Ahh, até ficar bem fofinho". E você lá, perdidão, sem saber se ficou fofinho o suficiente ou se já passou do ponto.

Nestes textos sobre pão sem fermento instantâneo, vou tentar fazer a ponte entre os padeiros experientes que não tem muito jeito pra explicação, e os explicadinhos que não tem experiência em fazer pães ainda.


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Comida de rua - churrasco grego e shawarma!

22/08/2014 - 10 Comentários - Comida de rua | Alho, Cebola, Pão, Sanduíche, Tahine

Gabriel é um amigo que conheci estudando cinema, no primeiro curta em que me chamaram pra fazer assistência de câmera.
Durante a faculdade, lembro dele como técnico de som, microfonista e roteirista - se bem que ele tenha dirigido cena também (em filmes que não cheguei a trabalhar).
É um cara ótimo pra conversar sobre música, escreve sobre filmes e quadrinhos, e outro assunto que temos em comum é comida. Cada um gosta de coisas bem diferentes: eu com minhas verduras orgânicas e integrais, ele apaixonado por bacon e biscoitos recheados. Mas há itens sobre os quais temos de concordar: lámen, comida italiana, pães, doces. 
O lance é que o Gabriel aprecia e conhece lugares excelentes para comer na rua - e vai nos apresentar nesta nova coluna os lugares que ele visita por São Paulo e além. Com a palavra, Gabriel.

Opa! Sou o Gabriel Marzinotto, um cara que vive em São Paulo - na Mooca, precisamente - e realmente adora esta cidade.
É um lugar tão gigante, cheio de opções, que não entendo quando ouço alguém falar "preciso viajar pra escapar um pouco daqui". Quer dizer, até entendo, é uma cidade cheia de problemas e sempre ligada no 220v. Mas é também tão bagunçada e cheia de opções onde se menos espera, que me deixa tranquilo: sempre vai haver algo a se fazer, algum canto bacana pra se achar. E pra comer, rapaz, aqui é um lugar massa demais.
E é sobre isso que é a coluna: comer bem pelas ruas da cidade. Não só comida de barraquinha ou carrinho, mas também aquela comida rápida de balcão, ou aquele muquifinho onde se gasta pouco e se come algo que só se acha por aí, longe do conforto de casa.
E aí entra a segunda parte da coluna: a tentativa de reproduzir e adaptar essa comida de rua pra dentro de casa.
Pra quê, podes perguntar, se todo o charme é achar cantos e comidas espalhados pela cidade? Porque as vezes dá preguiça, uai. Ou porque as vezes você tem aqueles amigos ou familiares que tem receio de comer um churrasgato no centro. Ou porque, enfim, é divertido cozinhar coisas divertidas. 
Espero que gostem. E pra começar, o clássico dos clássicos...
Churrasco Grego e Shawarma!


Todas as imagens e o texto neste post são de autoria de Gabriel Marzinotto.


O negócio é o seguinte: lugar de comida é na mesa ou na barriga, nunca no lixo. No outro dia, fiz muitas bolachinhas de natal. E por um capricho meu acabei passando todas elas no cortador de novo depois de assadas, porque queria que ficassem todas iguaizinhas, redondinhas.
Bom, o que fazer com as 3 xícaras que sobraram de bolacha esfarelada? Pão!


Sim, eu uso diminutivos o tempo todo. haha Nesse caso faz bastante sentido, porque o sabor de manteiga fica suave.

Estou insistindo nas tentativas de pão até pegar o jeito. E esse aqui considerei um avanço. :)