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Biscoitos certamente não contam, para todos os efeitos, como “comida séria”. São mimos, pequeninos presentes para receber alguém que vem tomar um chá, pra animar o café da manhã ou o lanche da tarde.
Então o primeiro requisito é que sejam gostosos. Depois, que sejam bonitos.

E, meninos, como existem jeitos variados de fazer algo ser bonito! A estampa nos biscoitos de hoje é feita com um rolo de massa entalhado In My Wood (customizado para ter os passarinhos do É o que tem pra hoje, com design da querida Taís Mahs).

Testei algumas receitas para encontrar esta aqui, que não leva nenhum produto animal (ou seja, é vegana, e por consequência é também sem lactose), não tem glúten, e segura a forma dos biscoitos lindamente.
Vamos a ela.


Lembra o famoso ditado, “uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa”.
Bom, faz sentido pra mim.
Se eu pintar um cavalo de listrado, não é a mesma coisa que uma zebra. Pode ter um jeitão parecido, e eu nem sei de fato qual é a diferença, mas sei que existe.
Certamente há quem me considere obtusa mas, pra mim, dizer “omelete sem ovos” é um contrassenso (no entanto, preparo e almoço feliz da vida uma fritada de grão de bico).

Suponho que para muita gente, pode parecer que as pessoas “naturebas”, “vegetarianas”, “veganas”, “paleo”, que não comem glúten ou laticínios, todas são parte de um mesmo grupo coeso.
Como se pode imaginar, isso não é verdade.
Cada um tem lá seus motivos para fazer as escolhas que faz, e mesmo pessoas que tenham uma dieta muito parecida, podem ter motivações muito distintas.


Ando meio filosófica, pensativa, lendo sobre diferentes modos de entender a vida, o quotidiano, espiritualidade. Talvez não faça lá muito sentido do jeito que falo, mas o fato é que ando prestando atenção no que é que cada situação me traz.
Assim como to interessadíssima em estudar maneiras de prestar atenção ao corpo, quero prestar atenção nas maneiras de me/nos relacionar com as pessoas ao redor e as situações que aparecem a cada 5 minutos.
"E daí?" você me pergunta. 

Daí que pedalando por Pomerode reparei nas goiabeiras carregadas, dando tanta fruta que a gente mal sabe o que fazer com tudo isso.
Lembrei que a Dede, uma amigona, me disse que deveria publicar uma receita de frapuccino - uma bebida doce, cremosa e refrescante, que ela gosta de tomar no starbucks.

A rigor, frapuccino é uma  versão de frappé. Era pra ser uma bebida batida até se tornar aerada e cheia de bolhinhas, costuma levar café e é comum adicionar açúcar, baunilha, creme.
E qual é a diferença em relação a vitaminas, café gelado, capuccino gelado? Bom, é um pouco difícil definir. Ao que parece, a diferença está justamente nas bolhinhas, no ar incorporado. Pra isso, se bate no liquidificador por mais tempo.


 

Faz alguns meses, diminuí o consumo de laticínios e ovos em casa. Por nenhum motivo muito específico, é só que não ando lá com muita vontade de comê-los, e além disso são produtos extremamente perecíveis. Não é algo que dá pra comprar e deixar na geladeira por trezentos anos para consumir de ver em nunca (os ovos até que dá, mas enfim).
Um pouco por esses motivos, um pouco pelo desafio de fazer comida gostosa sem esses ingredientes - que estão em praticamente qualquer receita - meio que deixei de comprá-los. O engraçado é que demora pra pensarmos em cozinhar de fato sem laticínios e ovos. O que acontece mesmo é usarmos as mesmas receitas adaptadas com substitutos.
Aí fiquei experimentando, procurando modos de preparar leites vegetais, e hoje estou dividindo o que se tornou minha receita básica para fazê-lo com oleaginosas.


Quando a gente sai pra comer em um buffet ou restaurante por quilo, sempre tem muito mais opções do que caberia civilizadamente em um prato. É claro, um truque meio safado desses restaurantes é apelar para o comilão que existe dentro de cada um e nos deixar com vontade de experimentar tudo (ahem... comigo não é difícil).
Às vezes, uma das opções que me deixa com água na boca é justamente aquela torta Madalena. Sabe? É meio torta, meio empadão: leva uma camada de carne moída temperada com verduras no fundo da assadeira, coberta com uma camada de purê de batata fofinho.
Me parece um belíssimo almoço! Só pôr uma salada crua do lado, e sucesso.
Só que não gosto de carne e não como carne, então nunca dá pé experimentar o prato. A mesma coisa me acontece no caso do escondidinho, que é praticamente a mesma coisa, apenas substituindo o purê de batata por purê de mandioca, e a carne moída por carne seca desfiada.
Ô vida.
Aí, um belo dia preparei minha própria versão com as verduras que tinha em casa.
Os onívoros na platéia talvez continuem preferindo a versão com carne sempre, mas pra vocês aí que querem dar uma variada, ou que também não comem carne, recomendo muito experimentar a receita.


O clichê a que o título de refere sou eu própria, yours truly. Como assim? Assim:

Assim, tenho passado um bom tempo em casa, cozinhando e escrevendo, e organizando o blog, e chega uma hora que dá um bode e preciso mudar de cenário. Aí está o clichê: apesar de ter muitas pautas em mente, deu uma certa falta de inspiração para escrever. Então fui a um café, e de repente não consigo parar de desenhar letras sobre o papel.
Geralmente, um parque perto da minha casa é o meu quintal. Mas com a chuvinha boa que está caindo, decidi ir conhecer este lugar onde queria ir há tempos. Me apaixonei.
Inclusive porque no trajeto à pé as idéias vão tomando forma sem que a gente nem perceba.

Quanto ao inusitado, é que outro dia me deparei com um belo maço de beterrabas que estava sem destino em casa, já que ando mais interessada nas ramas das beterrabas do que nelas próprias. Me lembrei de um vídeo todo bonitinho que uma amiga recomendou tempos atrás, onde aparecia a receita de um bolo sem farinha, de chocolate com beterraba. Ta aí uma combinação que eu não pensaria se ninguém me contasse que existe. E, olha, que delícia!



Todas as imagens e o texto neste post são de autoria de Gabriel Marzinotto.

 

Existem carrinhos de churros espalhados pela cidade toda, sempre com aquela massa doce acrescida de mais doce de leite, injetado por dentro. É gostoso, mas devo ser sincero: 
acho meio enjoativo, pesadão. É doce frito, cheio de óleo, injetado com mais doce ainda. Raramente como por aí. 
Também porque tenho memória afetiva de outro tipo de churro, que comia com minha família nas manhãs de domingo: a versão de roda do Churros da Moóca.


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Jantar tostado.

15/12/2010 - 0 Comentários - Receitas | Batata doce, Sem glúten, Sem laticínios, Vegano

Gosto de muitas coisas, uma delas é comida com casquinha torrada.
Então hoje tostei batata doce pra comer com um pouco de brócolis (aparentemente, o maço que comprei nunca vai acabar).


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Tá calor, né?

09/12/2010 - 0 Comentários - Receitas | Alho, Beringela, Brócolis, Cebola, Cenoura, Limão, Sem glúten, Sem laticínios, Sopa, Vegano

Pois é, tá calor.
Mas eu nem ligo, fiz sopa mesmo assim.


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Chimia.

02/12/2010 - 0 Comentários - Receitas | Açúcar refinado, Banana, Café da manhã, Sem laticínios, Vegano

Chimia de banana. Mmmm. 
Não sei ainda como se faz pra que ela não fique com esse tom rosado/lilás que acho meio esquisito. Mas fica tão bom com um pãozinho de café da manhã!